EDUCAÇÃO DE ADOLESCENTES: TEMAS IMPORTANTES PARA A FASE NAS ATIVIDADES
EDUCACIONAIS DA IGREJA
Marivana Felix Pereira Virga
Profa. Orientadora Katia Fontanin
Centro Universitário
Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Teologia in company(TEO0101)
– Trabalho
de Graduação
10/08/2011
RESUMO
Adolescer é
desabrochar, crescer, renovar, descobrir um mundo novo. O ritmo acelerado da
vida moderna coloca o adolescente diante das mais diversificadas escolhas todos
os dias. Sendo essa a idade que apresenta a crise de identidade, a correta
utilização do potencial de cada adolescente é o caminho para a formação do
cidadão equilibrado e feliz. O papel crucial da igreja é o de auxiliar na
formação de indivíduos intelectual e espiritualmente firmados. Para tanto,
faz-se necessária uma reflexão das mudanças que acontecem na adolescência e do
que o adolescente contemporâneo enfrenta nos dias de hoje, para se concluir se
as atividades e temas oferecidos na igreja, objetivando o crescimento do
adolescente e a passagem tranqüila por essa fase, estão de acordo com as
expectativas e necessidades dele.
Palavras-chave:
Características da Adolescência; Educação Cristã; Papel da Igreja.
1 INTRODUÇÃO
A adolescência é uma fase
decisiva na vida do ser humano. Segundo o psicólogo Erik Erikson (apud PEREIRA,
2010, p. 16), autor da teoria do desenvolvimento psicossocial, é nessa fase que
se dá o início da formação da identidade, gerando a crise da identidade bem
como a confusão de papéis. O adolescente sofre com a passagem da “vida
relativamente despreocupada da infância” (PEREIRA, 2010, p. 42) para iniciar a
luta pela descoberta da sua identidade.
As crianças que frequentam a
igreja, geralmente passam para o grupo de pré-adolescentes sem grandes
problemas. Já quando entram na adolescência, aos 12 ou 13 anos, vários desses
adolescentes passam a apresentar aversão ao grupo e se negam a participar das
atividades que a igreja oferece para eles.
O que acontece com os
adolescentes que se negam a participar das atividades oferecidas pela igreja? Será
que a educação cristã está falhando? Será a negligência da família? Será o
sentimento de liberdade que subitamente acomete o adolescente e que o faz se
rebelar contra o seu passado de frequentador assíduo dos eventos promovidos
pelo seu grupo?
A problematização da negativa do
adolescente em participar das atividades que a igreja oferece a eles é
intrigante para os organizadores. Uma grande parte dos adolescentes que
participa ativamente das atividades, incentiva, convida-os e eles, ainda assim,
participam de vez em quando, depois de várias tentativas de persuasão e
convites.
Esse projeto intenta colher
informações sobre a questão dos temas abordados nas reuniões de adolescentes e
nas aulas da Escola Bíblica Dominical. O objetivo é levantar as necessidades
atuais, interagindo com os adolescentes a ponto de tirar deles essa relação de
temas.
Para entender porque se deseja
insistir na frequência do adolescente cristão às atividades propostas pela
igreja, através de temas de seu interesse, sugere-se o que disse o apóstolo
Paulo em carta ao jovem Timóteo: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e
útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na
justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado
para toda boa obra." (BÍBLIA, N.T. 2 Timóteo 3:16, 17). A eficácia
da Palavra de Deus na educação se dá na boa formação do homem, do cidadão, e a
proposta da igreja, no que diz respeito ao adolescente é de ajudá-lo na plena
formação da sua identidade, através do estudo da Bíblia e de atividades
correlatas, gerando interesse nos temas propostos e a consequente contribuição
para a construção de um adolescente equilibrado e feliz.
2 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ADOLESCÊNCIA
A adolescência é um período relativamente curto, entre a infância e a
idade adulta, e que a pouco mais de 60 anos não era considerada uma faixa
etária distinta, segundo Chapman (2001, p.17).
A palavra adolescência provém do verbo latino “adolescerê”, que
significa brotar, fazer-se grande (CHAGAS, 2002). Não há definição concreta
quanto à idade inicial e final dessa fase, contudo, comumente se dá entre os 12
e 20 anos.
Nessa fase acontecem as mudanças físicas, como o pé e as orelhas gigantes
desproporcionais ao restante do corpo, o estirão, que faz o adolescente
emagrecer exageradamente e, em muitos casos, logo em seguida, engordar. Sem
falar no aparelho reprodutor que sofre mudanças extremas e fica pronto para a
reprodução da espécie. Haja hormônio!
E ainda, em meio a tudo isso se dá o início do desenvolvimento do
pensamento cognitivo, ou seja, antes, quando criança, interagia com o exterior
e era movida aos estímulos do meio, já na adolescência, a pessoa inicia a
interação com o seu interior, seus próprios sentimentos, pensamentos e soluções
para as crises da humanidade. Pereira (2010, p.31) explica que “para a criança,
o que é possível é o que é real; para o adolescente, o que é real é apenas uma
faceta do que é possível”.
É um momento delicado e importante demais para ser negligenciado na
educação cristã. É nesse momento que o engajamento com grupos de adolescentes
fará a diferença na formação moral, intelectual e emocional do adolescente. As
perguntas são muitas e a correta condução de assuntos relacionados à fase
ajudará o adolescente a passar por ela de forma saudável, tendo proporcionado a
base firme para a formação do adulto equilibrado e feliz que todos desejam e
buscam ser.
3 A EDUCAÇÃO CRISTÃ PARA ADOLESCENTES
O trabalho
cristão com adolescentes visa firmar a base dada na infância e pré-adolescência
para aqueles adolescentes que já frequentam a igreja e de levar os adolescentes
que ainda não tiveram contato com a fé cristã ao caminho da salvação em Jesus
Cristo.
Para poder-se
realizar um trabalho profícuo é necessário analisar o assunto desde a Segunda
Guerra Mundial, quando a fase passou a ser chamada oficialmente de
“adolescência” e o que cerca e influencia o adolescente contemporâneo.
Tanto pais
quanto os líderes que trabalham com os adolescentes na igreja devem entender as
diferenças entre a época que viveram suas adolescências e o que acontece hoje.
Chapman (2001) expressa
muito bem essa questão, no que se refere ao adolescente acolhido na igreja.
Os adolescentes de hoje estão mais
interessados nas experiências e nos relacionamentos que podem ter nos grupos
religiosos do que numa crença religiosa abstrata. Se o grupo religioso for
receptivo, carinhoso e lhes der apoio, eles se sentirão atraídos para lá, mesmo
que não concordem com muitas das crenças desse grupo (CHAPMAN, 2001, p.29)
É nesse cenário
que a igreja tem que trabalhar, tem que se informar, tem que se envolver e se
modernizar, para entender o mundo adolescente de hoje e suas reais
necessidades.
Paulo Freire
(apud PRIOTTO, 2008) explica que “ensinar é [...] um ato criador, um ato
crítico e não mecânico”. Dessa forma, o ensino nas igrejas, como era feito
antigamente, não pode ser transmitido em forma de palestras somente. Deve-se
haver interação, criatividade, desafios, meios de responder aos anseios dos
adolescentes, para que fixem a aprendizagem através da vivência dos métodos de
ensino. O professor é mediador entre o grupo de adolescentes e o tema abordado
(PRIOTTO, 2008).
3.1 O ADOLESCENTE DE ONTEM
O adolescente de ontem brincava na rua de bétsi, fazia seu próprio carrinho de rolimã e sua pipa era
confeccionada desde a vareta, tirada do bambu, talhada a canivete. A menina já
ajudava em casa cedo, porque mulher tinha que saber passar, lavar e cozinhar
para casar. Ambos também trabalhavam cedo, muitos na lavoura e, com a industrialização,
o menino trabalhava e a menina bordava em casa, ouvindo novela no rádio,
preparando-se para agradar o marido e ter uma fila de filhos no futuro.
Segundo Chapman (2001, p.18) “desde a década de 1940, os adolescentes têm
seguido esse paradigma com o propósito de obter identidade própria e
independência, mas isso ocorreu em um mundo que mudava rapidamente”.
Os álbuns de figurinhas e o “bafinho” para aumentar a coleção e tentar
preencher o álbum era um entretenimento importante. Os jogos de bola de gude,
bonecas, casinha, médico, dentista, viajante aconteciam debaixo das goiabeiras
e mangueiras. Cada uma delas era um cômodo da casa. Havia espaço, havia certa
liberdade e inocência em tudo aquilo. A idade certa de raspar a perna era
quando a adolescente completasse 15 anos, no dia do seu aniversário. O padre
comparecia e o pai dançava a primeira valsa com a menina-moça.
Surgiram os aparelhos bucais. Todos que podiam, colocavam os ferrinhos
brilhantes na boca. Surgiu a “Vila Sésamo”, a TV em cores, a discoteca ao som
dos “Embalos de Sábado à Noite”. O
movimento hippie fez revolução nas roupas, desde saias curtíssimas a calças de
pernas largas. A TV inspirou sapatos de plataforma, tanto para homem quanto
para mulheres e filmes fizeram as jovens usar meias coloridas e brilhantes com
sandálias altas, para dançar. A cabeça dos adolescentes passou a se ocupar de
outras coisas, além da preparação para o casamento e uma vida voltada para o
lar. Quebrava-se o paradigma da adolescência ser a fase da preparação para o
casamento, que resumia a vida adulta.
Uma década depois, já no final dos anos 80, a fita de vídeo era popular e
as filmadoras, que custavam mil dólares, muito para a época, eram sonho de
consumo. Já havia computadores nos lares. Era mais fácil comprar um carro para
a família e o adolescente já dirigia ao lado do pai orgulhoso.
De meados dos anos 90 para
cá, a explosão de possibilidades se estendeu com uma velocidade incrível e se
acelerou ainda mais a partir do início do século XXI.
O adolescente de ontem
buscava sua identidade própria através do que já estava determinado, contudo,
com as rápidas mudanças sociais, políticas e econômicas no país e no mundo, um
leque imenso se descortinou diante dele e é aí que ele pode se perder ou definitivamente
se encontrar como ser humano e cidadão dessa terra.
3.2 O
ADOLESCENTE CONTEMPORÂNEO
É inegável o
fato da crescente oferta de itens para adolescentes. A adolescência se tornou
um nicho de mercado rentável e reconhecido. Há cerca de menos de 30 anos atrás
era impossível encontrar roupa pronta para a menina moça que tinha pernas
finíssimas e nada de cintura. Hoje, lojas inteiras podem ser exploradas, com
grifes e marcas em infinitas opções. Sem falar de outros produtos que são
oferecidos, como a mídia exclusiva para a idade, novelas, filmes, restaurantes
que oferecem lanches “teen”, revistas especializadas e muito, muito mais.
Pereira (2010)
explica o pensamento de Piaget, tão atual como no início do século passado.
O adolescente, como a criança, vive no
presente, mas ao contrário da criança também vive muito na dimensão ausente,
isto é no futuro e no reino do hipotético. Seu mundo conceitual está povoado de
teorias informais sobre si mesmo e sobre a vida, cheio de planos para o seu
futuro e o da sociedade, em resumo, cheio de idéias que transcendem a situação
imediata, as relações interpessoais atuais, etc.
(PEREIRA, 2010, p.33).
Os adolescentes
de hoje conversam por “chats” na internet e por SMS via celular. Eles teclam ou
riem quando conversam. Falam um “dialeto” que há necessidade de contato
constante para se entender. Não pela gíria, própria da idade, mas pelo modo de
se expressar e de falar. As palavras saem com pressa. Existe pressa, ânsia,
urgência. Existe também o silêncio, a retração, a angústia, o medo, as crises.
Crises advindas da idade infantil, quando o que se vivenciou não foi resolvido
e agora é trazido à tona pelo processo do pensamento, interferindo na busca por
sua identidade. É a fase de buscar o seu próprio “eu”. “Quem sou eu, afinal?”
O Prof. Doutor
Ramiro Veríssimo (2002), professor de Psicologia Médica da Faculdade de
Medicina do Porto em Portugal, desenvolveu um trabalho à luz da teoria de Erik
Erikson, psicanalista clínico influenciado por Freud e sua filha Anna Freud,
cuja adolescência, por motivos familiares, poderia ter sido altamente
conturbada, contudo conseguira passar pelos chamados anos de rebeldia e confusão sem se sentir particularmente
excluído. A partir dessa premissa,
Erikson (apud VERÍSSIMO, 2002) fala da adolescência e da “crise de identidade”
pela primeira vez, durante a Segunda Guerra Mundial, quando observa e trata de
soldados jovens que retornavam da guerra e não sabiam mais dizer quem eram.
Veríssimo (2002)
também ressalta a “confusão de papéis” da teoria de Erikson, que pode explicar
a razão da rebeldia e a escolha por formas de expressão dessa rebeldia, como o
uso de drogas, cabelo e roupas extravagantes e outras situações que são fora da
normalidade.
Nessa confusão
de papéis, entre entrega sem reservas e receio da rejeição, sentindo-se
isolado, vazio, angustiado e indeciso, pode o adolescente, pelo contrário, não
aceitar a integração no complexo mundo dos adultos com a necessária adopção [sic]
de uma identidade social antes fixando-se a formas imaturas de reagir
(VERÍSSIMO, 2002, p.20).
Um cenário
antagônico certamente ao do adolescente de ontem se descortina, apesar dos
conflitos internos serem os mesmo da teoria que Erikson formulou há mais de 60
anos.
O adolescente
contemporâneo está mais gordo. Ele come frituras e alimentos industrializados
diante da TV e do computador. Diante desses aparelhos, ele vê “a influência
maciça da mídia ditando comportamentos, padrões de beleza e estereótipos de
perfeição física” (PEREIRA, 2010, p. 25) e entra em conflito com seu “eu”. Se
há a preocupação demasiada com a obesidade, o adolescente se isola e se afasta
do que poderia ser a solução: atividades esportivas e em grupo.
Por outro lado,
o culto ao corpo, academias, corpo perfeito e idealizado pela autoimagem que o
adolescente faz de si mesmo é fator de crise que deve ser trabalhado para não
gerar a já mencionada confusão de papéis.
A sensibilidade
aos sinais de rejeição, que caracterizam a adolescência, gera o que Pereira
(2010) chama de “era da ansiedade”. A vida contemporânea está agitada, tensa,
cheia de apreensão e inquietação confusa.
O adolescente na busca por sua identidade procura um grupo que possa ser
o indicador e modelo dessa identidade. Se a escolha não for acertada, pode-se
sentir apavorado, inseguro, inferior aos outros. Tais sentimentos podem advir
da vida incoerente dos adultos, que não vivem o que falam e exigem perfeição do
adolescente. O adolescente pode se sentir constantemente testado, criticado.
Há também a
questão da permissividade. Os pais trabalham fora, os filhos ficam em casa a
mercê dos aparelhos de mídia, já que não podem sair para a rua com tanta liberdade,
dada a situação de violência que ronda a vida das pessoas nos dias de hoje. Os
pais, ao retornarem do trabalho, com dupla jornada, não têm tempo de verificar
a vida dos filhos e esse comportamento abre espaço para o adolescente fixar
seus próprios limites, gerando ansiedade, já que eles não são capazes de
realizar essa tarefa sem a ajuda dos adultos.
Os pais estão se
divorciando e se casando de novo. Os filhos se sentem culpados pela ruptura do
casamento ou assistem o relacionamento tenso dos pais, muitas vezes decorrente
da falta de compromisso ou porque querem viver suas próprias vidas, fazendo com
que seus filhos se sintam um estorvo, um empecilho. As situações são tão
diversas que não caberiam nesse trabalho.
Diante de tudo
isso e ainda mais, está a sexualidade. O “ficar” que se iniciou nos anos 1980 é
bem definido por Jacqueline Chaves (apud CLARK, 1997, p. 23) como “um código de
relacionamento marcado pela falta de compromisso e pela pluralidade de desejos,
regras e usos”. Com a liberdade dada pelos pais e adultos responsáveis pelos
adolescentes, a falta de compromisso está cada vez mais se solidificando. O
importante é viver o momento, ser feliz sem fronteiras.
A mídia
incentiva em qualquer horário o sexo livre, fora do casamento, em qualquer
idade. Chega-se ao cúmulo de se ter meninas de 11 anos grávidas e prontas para
dar a luz. Nesse sentido, pondera-se que a humanidade esteja caminhando para
trás. Em tempos antigos a menina ficava “mocinha” e já se casava, pois estava
pronta para gerar filhos.
Hoje o
adolescente se rende aos prazeres da carne com toda liberdade. Pais estão
amparando essas escolhas com medo do que possam sofrer fora de casa e não estão
se lembrando do que se passa no interior do adolescente, que não passa de uma
criança, passando para a fase adulta.
Em suma, os
desejos, anseios e necessidades do adolescente atual são tão antigos quanto de qualquer
outro adolescente de outra época. O que difere são as situações vivenciadas.
Assim a abordagem pedagógica tem que ser diferente e tão dinâmica quanto o
ritmo que eles vivenciam.
Amor e compreensão
sempre foram e sempre serão a necessidade maior dessa fase tão importante para
o ser humano.
3.3 O QUE SERÁ
DO ADOLESCENTE DO FUTURO?
O adolescente do
futuro irá aceitar tudo com muita naturalidade. Será muito difícil explicar o
que é correto, respeitoso, de bom convívio e conseguir que ele diferencie o que
é certo do que é errado. Esse será um desafio enorme para a educação no futuro,
inclusive a educação cristã.
O adolescente
cristão terá uma enorme dificuldade de entender o que é pecado. A mídia estará cada vez mais livre, os pais
cada vez mais longe, dentro de seus próprios problemas, os amigos e colegas
cumprirão o papel de influenciadores. Na ânsia de ter, buscarão a profissão
ideal e já sairão prontos da universidade. Prontos para mandar e desmandar.
Será a era da individualidade plena. Cada um por si.
Os corações dos
adolescentes estarão sensíveis e doloridos, amplamente necessitados de Palavra
de Deus e da presença do Senhor Jesus. Resta saber quem sobreviverá para ser
mestre e educador, sinceramente voltado a ensinar uma geração sufocada pela tecnologia,
pela busca ansiosa do bem estar pessoal. Haverá alguém para ensinar?
4 A FUNÇÃO DA IGREJA NO CRESCIMENTO DO ADOLESCENTE
O papel da
igreja de Cristo vai além da orientação espiritual. Esse abrange também o
crescimento intelectual do indivíduo. A igreja tem seus fundamentos firmados na
Bíblia, que é a Palavra inspirada por Deus. Estudando-a encontram-se os
caminhos para uma vida feliz e saudável. Desde o início de suas páginas, esse
livro mostra o amor e cuidado de Deus para com o homem, feito a sua imagem e
semelhança. Sendo assim, ninguém melhor que o próprio Deus para compreender os
mais profundos desígnios humanos. A meditação e estudo dessa Palavra abrem
perspectivas e reprogramam sentimentos e pensamentos, através da fé na Palavra
e em Jesus Cristo, mediador entre Deus e os homens. Essa mudança na vida da
pessoa, que se chama “conversão” em razão da mudança de direção em vários
sentidos, é o ideal para a fase da adolescência.
4.1 CRESCIMENTO
INTELECTUAL
O adolescente,
diante de tantas opções, é desafiado a todo instante a fazer as suas escolhas.
Ele pode escolher entre ser um adolescente equilibrado e dirigido pelas regras
de conduta saudáveis ou pode escolher fazer parte de um grupo que se droga, preferindo
viver momentos felizes, para se esquecer do que pode ter acontecido na infância
ou do que esteja passando no momento. É aí que a igreja entra com o ensino e
abordagem dos temas de interesse do adolescente.
O ensino na
igreja visa elevar o nível intelectual do adolescente através do estudo de
assuntos relativos a sua própria idade. Assuntos que os adultos julgam
interessantes para a idade e que surgiram pela observação e conversas dos
líderes ou que tenham sido solicitados pelos próprios adolescentes.
Freitas (2006) explica que
“para o adolescente surge um
mundo novo cheio de contradições que não podem ser resolvidas pelos velhos
métodos.” Com o desenvolvimento rápido que estamos vivenciando, os
assuntos abordados em revistas e materiais usados nas igrejas precisam ser
constantemente repensados, questionados. Para se descobrir se o caminho
trilhado é o correto faz-se necessário aplicar pesquisas investigatórias, que
levantem os temas atuais e as áreas de interesse da turma.
4.2 CRESCIMENTO
ESPIRITUAL
No que tange o
crescimento espiritual, a igreja deve abordar os temas e aplicar a prática da
Palavra de Deus.
Nesse quesito, a
igreja precisa alinhar versículos e passagens bíblicas com as necessidades do
adolescente. Não vale somente contar a história e ler o versículo. O
aprendizado precisa ser inspirador, tem levar o adolescente a ter vontade de se
sentar aos pés do professor (WILKINSON, 1998).
O professor precisa colocar os holofotes sobre a matéria que está sendo
ensinada e não sobre si mesmo. Dessa forma, crescem o professor e o aluno, de
mãos dadas.
É totalmente
possível falar do corpo e o que ele significa para Deus, da autoridade, já que
o adolescente tem dificuldades em reconhecer e aceitar uma autoridade, dar
orientação profissional, discorrer sobre sexo, namoro, responsabilidades e comportamentos
à luz da Bíblia.
O compromisso
sério com Deus faz do adolescente uma pessoa comprometida com a sociedade onde
vive e com seus ideais de vida. Incute responsabilidade por seus atos em
relação às outras pessoas, trabalha seus sentimentos, flexibiliza a obediência
e a honestidade, tão necessárias e apreciadas nas pessoas e outros
comportamentos saudáveis e necessários para que ele chegue à idade adulta bem
ajustado e pronto para encarar os grandes desafios de sua vida.
4.3
CARACTERÍSTICAS GERAIS DO EDUCADOR CRISTÃO DE ADOLESCENTES
Ser professor ou educador
cristão é antes de tudo um ministério, uma vocação, um chamado especial de
Deus. O educador cristão necessita ter certas características para poder ter
êxito no seu intento, já que além de transmitir satisfatoriamente a mensagem
proposta necessita visar também receber o retorno do aprendizado.
A primeira característica é
ser cristão verdadeiro, praticante. O exemplo fala mais que as palavras, diz o
ditado. O aluno aprenderá mais por assistir o exemplo e imitá-lo, que pelo
ouvir e não ver o que se é dito posto em prática.
O educador cristão precisa
gostar de aprender antes de ensinar. Escreveu a poetisa Cora Coralina em um de
seus poemas que “Feliz aquele que transfere o que sabe
e aprende o que ensina.” Para o professor, o aprender deve ser algo tão
prazeroso quanto o ensinar.
Wilkinson
(1998) diz que “os professores são responsáveis por levar os alunos a
aprender.” É responsabilidade do professor garantir que o aluno esteja aprendendo.
A questão não é simplesmente ensinar, mas fazer aprender. Por isso ele terá que
estudar metodologia, pedagogia e fará uso de dinâmicas e outras ferramentas de
aprendizagem até atingir o seu objetivo.
O educador cristão de
adolescentes tem que estar ciente que prestará contas a Deus da influência que
exerceu sobre seus alunos. Esse quesito faz parte da responsabilidade do
educador. Assim como todos os que trabalham no corpo de Cristo terão seu
julgamento, o educador terá uma cobrança ainda maior. Tiago, em sua carta,
explica: “Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que
nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor.” (BÍBLIA, N.T. Tiago
3:1).
O sucesso do educador de
adolescentes será medido pelo sucesso alcançado por seus alunos. O empenho em
ser criativo, o tempo gasto com pesquisa e o esforço para passar o que se quer
ensinar somente se concretizará a partir do resultado que os alunos mostrarem.
A paciência nesse sentido é a característica que o educador deve desenvolver
para que o objetivo seja alcançado e se obtenha o êxito almejado.
Em termos gerais, a
característica principal do educador cristão de adolescentes é o amor. É
necessário amar o adolescente incondicionalmente. Wilkinson (1998) aponta o
amor coerente e incondicional como o primeiro maximizador da aprendizagem. A
partir desse amor cultivado e vivido realmente, o segundo maximizador
“comunique o conteúdo, tendo em mente as necessidades e o interesse de seus
alunos” fluirá naturalmente. Não será um fardo dar a matéria, mas será algo
prazeroso, que virá do divino, sem reservas, no fluir do Espírito Santo. Jesus
ensinava e falava sobre o que as pessoas precisavam ouvir. Ele se interessava
genuinamente pelas pessoas.
Ser educador cristão de
adolescentes é algo desafiador, extremamente empolgante, apesar de todo o
trabalho. É uma carreira a percorrer, mas não é uma carreira solo. É um
trabalho em equipe, em conjunto com o adolescente, com o Pai, o Filho e o
Espírito Santo. Um triângulo que está fadado ao sucesso, se bem conduzido à luz
da Palavra de Deus.
5 MATERIAL E
MÉTODOS DE PESQUISA
A evasão do adolescente é preocupante tanto para o professor e
líder do grupo de adolescentes como para a família, principalmente para aqueles
familiares que participam ativamente das atividades da igreja e não conseguem
entender a problemática. O entendimento e propostas de reforço no que está
sendo feito de bom e as mudanças e inovações visam trazer resultado favorável
para o aumento na assiduidade desses adolescentes às atividades propostas pela
igreja para sua idade.
A pesquisa para se verificar a
questão dos temas e da razão da evasão foi realizada em quatro Igrejas do
Evangelho Quadrangular de Campinas. O método utilizado foi o
hipotético-dedutivo, que “parte da percepção de uma “falha”, uma lacuna no
conhecimento, acerca da qual se formulam hipóteses e, pelo processo de
interferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos
pela hipótese” (FONTANIN, 2009). O procedimento técnico foi de levantamento,
uma vez que a pesquisa envolveu a “interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer” (SILVA; WEIDUSCHAT;
TAFNER, 2007).
A natureza da pesquisa foi
aplicada, com o objetivo de gerar solução e sugestão de novos temas para
modernizar e adequar o currículo educacional da igreja com as necessidades
emergentes dos adolescentes de hoje.
O Grupo Ibope (2011) dá uma boa
definição para a pesquisa qualitativa, que foi classificação utilizada em
relação à abordagem do problema.
As pesquisas qualitativas são exploratórias, ou seja, estimulam os entrevistados a pensarem
livremente sobre algum tema, objeto ou conceito. Elas fazem emergir aspectos
subjetivos e atingem motivações não explícitas, ou mesmo conscientes, de
maneira espontânea. São usadas quando se busca percepções e entendimento sobre
a natureza geral de uma questão, abrindo espaço para a interpretação (IBOPE,
2011).
Por se tratar de pesquisa descritiva, optou-se por fazer um roteiro para
direcionar as entrevistas. As entrevistas foram feitas com grupos de no máximo quatro
adolescentes, procurando mesclar os que participam ativamente e os que não
participam das atividades propostas pela igreja.
O roteiro foi composto de quatro
diretrizes, a saber:
1.
Quais as atividades da igreja que mais te agradam?
2.
Reforçar os pontos negativos.
3.
Sugira temas que você gostaria de ouvir.
4.
O que deve ser feito para os adolescentes
participem mais?
Cada grupo recebeu uma recompensa composta por bolachas, sucos e
refrigerantes.
6 RESULTADOS
E DISCUSSÃO
Os resultados foram surpreendentes para muitos dos líderes de
adolescentes que participaram das pesquisas. Uma das líderes concluiu que há
necessidade de maior aproximação e de ouvir os adolescentes, dado o nível de
respostas, nunca esperadas por ela, que lida com esses mesmos adolescentes há
tantos anos. Outros resultados surpreenderam e resultaram em assiduidade dos
adolescentes entrevistados, que antes não compareciam às atividades. Conclui-se
que faltava apenas proximidade e interesse por parte da liderança do grupo e um
bom bate papo.
A pergunta inicial da pesquisa foi “quais as atividades da igreja que
mais te agradam?”. Em linhas gerais os adolescentes não conseguem exprimir as
atividades que mais lhes agradam. Eles querem “coisas diferentes”. Questionam
porque não podem participar das atividades como baladas, shows e festinhas fora
da turma da igreja. Não vêem geralmente mal em participar e têm curiosidade em
conhecer esses ambientes. Gostam de música, de dançar, de participar de
acampamentos na igreja e quando há festas à fantasia ou outra coisa criativa.
Não gostam de ficar sentados, sem fazer nada e é difícil se levantar no domingo
cedo para ir à Escola Bíblica Dominical. Acham a atividade legal, mas
prefeririam ficar na cama até mais tarde. Não sabem dizer se ficam cansados ou
se querem ficar na cama porque todo o restante do pessoal da escola secular vai
dizer na segunda-feira, que ficou na cama até mais tarde no domingo. Alguns
deram sinal de participar das atividades porque são obrigados ou para agradar
os pais e conseguir outras coisas em troca. Um deles não quer perder o que pode
acontecer na atividade e participa por curiosidade.
A segunda parte do roteiro contemplava o reforço dos pontos negativos,
para conseguir-se entender a negativa em participar das atividades. As
respostas foram preguiça, falta de interesse, vergonha de participar e o
professor com quem não se identificam. Há também o fato de muitos grupos e
classes de adolescentes estarem unidos ao grupo e classe de jovens na igreja e
a diferença de idade e assuntos dificulta a participação tanto de um como de
outro. Uma das líderes entrevistadoras resolveu assumir uma classe com apenas
três adolescentes para separá-los dos jovens, objetivando garantir a
assiduidade, a inserção de assuntos pertinentes à idade e o aumento no número
de alunos.
Na terceira parte do roteiro, os entrevistadores pediram sugestões de
temas que os adolescentes gostariam de ouvir. O primeiro assunto e mais
abordado foi o tema que tem tido ampla e desnecessária ênfase pela TV, o
homossexualismo. O adolescente não quer uma conceituação do tema, mas quer
saber por que é pecado, por que é proibido. Quer saber como se controlar se
algo nesse nível acontecer consigo. Quer saber o que fazer. O que não fazer ele
já sabe. Acham que a igreja discrimina o homossexual e dão ênfase exagerada
quando algum deles tenta se inserir no grupo não sabendo como se comportar. Os
outros temas que desejam explicação de por que é pecado foram: ficar, ser emo, fazer
sexo antes do casamento, diferença entre sexualidade e sexo, uso da internet
(chats, sites e etc.), gravidez, bullying, desobediência aos pais e drogas.
Pediram para falar de seus sentimentos, como a raiva, a culpa, a tristeza, de
relacionamentos com os pais, irmãos, colegas e funcionários de escola e do
trabalho. O uso da internet para eles é tão simples e comum como respirar e não
conseguem enxergar os malefícios, já que se julgam capazes de filtrar as
informações que acessam e capazes de se controlar diante da curiosidade que
emerge durante a navegação. Querem abordar assuntos relacionados à formação
profissional. Muitos desses adolescentes são de classe muito baixa e esperam
obter sucesso profissional e esperam da liderança da igreja um incentivo, uma
direção.
A última questão foi para indicarem o que deve ser feito para os
adolescentes participem mais. Eles apontaram “coisas diferentes”. Gostam e
aprovam cultos especiais, com pessoas diferentes para trazer a palavra,
dinâmicas, jogos, festas, acampamentos, dormir fora de casa. Contestaram as
reuniões e cultos direcionados a eles que sempre seguem uma ordem lógica.
Querem ser surpreendidos.
O resultado da pesquisa no que se refere aos temas para serem abordados
nas atividades da igreja merece destaque em quadro, como o abaixo. A coluna
“Abordagem Requerida” retrata e é resultado da necessidade explicitada e
latente de cada adolescente que participou da pesquisa.
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Temas Sugeridos pelos Adolescentes
Entrevistados
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Abordagem Requerida
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Homossexualismo
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Por que é pecado?
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Ficar
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É pecado? Por quê?
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Ser Emo (modismos)
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O que é? Por que é pecado?
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Sexo antes do Casamento
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Por que é pecado? Como
resistir?
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Internet (chats, sites de
relacionamento, navegação)
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Quando é pecado? Uso intenso,
curiosidade controlada,
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Gravidez na Adolescência
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Riscos e conseqüências para
ambos os sexos
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Bullying
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Como agir?
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Desobediência aos Pais
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O que é pecado nesse assunto?
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Drogas
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Em geral
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Os sentimentos dos adolescentes
(raiva, culpa, tristeza)
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Como lidar com os meus
sentimentos.
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Relacionamento Familiar e Social
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Como lidar com os pais, irmãos
e colegas
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Formação Profissional
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Como descobrir o que vou ser no
futuro.
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QUADRO 1: TEMAS
SUGERIDOS PELOS ADOLESCENTES ENTREVISTADOS
FONTE: A autora
Baseado nos assuntos sugeridos e na observação durante as entrevistas
realizadas, sugere-se que os temas sejam ampliados e a abordagem seja
aprofundada. Sugere-se mesclar os dois quadros para se conseguir uma lista
única. No caso desse trabalho, objetiva-se mostrar o resultado da pesquisa e a
sugestão de melhoria a partir desse resultado, por essa razão que se mostram os
dois quadros separadamente.
Temas Sugeridos pelos Líderes Entrevistadores
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Abordagem Sugerida
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Sexualidade e Sexo
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Sexualidade não é pecado. Fazer
sexo ilícito é pecado.
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Pecado
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Deus ama o pecador, não o pecado.
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Homossexualismo
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Como resistir a esse impulso
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Internet
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A nova droga
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Bullying
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Agente e receptor. Abordagem
espiritual incluindo cura interior de quem recebe e arrependimento de quem
pratica.
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Relacionamento Familiar
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Arrependimento e cura interior
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Drogas (álcool, a droga mais
utilizada pelos adolescentes, fumo, internet e drogas em geral)
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Como não entrar nessa – Parte 1
Como sair dessa – Parte 2
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Dons naturais e dons do
Espírito
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Como saber qual o meu dom
natural?
Qual o meu dom espiritual?
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Violência e raiva
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Impulsos controlados pelo
Espírito em nós
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Cura interior
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Cura do que aconteceu da
infância à adolescência.
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QUADRO 2: TEMAS
SUGERIDOS PELOS LÍDERES ENTREVISTADORES
FONTE: A autora
Içami Tiba (2003) ao descrever uma das razões porque um jovem chega a se
drogar, revela que “a adolescência é a época das descobertas, e o adolescente
quer conhecer tudo.” Na dedicatória do mesmo livro, Tiba (2003) escreve: “com
os adolescentes, aprendi a renovar.”
É esse exatamente o cerne do ensino de adolescentes, o grande e árduo
desafio: a renovação. Eles querem mais, são incansáveis, elétricos, adoráveis!
Transformam o mundo com suas perguntas, suas dúvidas, sua curiosidade,
inquietam e põe de cabeça para baixo a casa toda e preocupam a igreja. Eles não
são o futuro da igreja, são o presente, o hoje real. São um presente de Deus
para líderes que se propõe a serem incansáveis em estar ao seu lado.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se que as atividades propostas pela igreja satisfazem os
adolescentes, contudo, necessitam de mais vivacidade e energia, condizente com
a idade e fase que atravessam.
Interagir com o adolescente é uma das experiências mais gratificantes que
se pode experimentar. Levá-lo ao arrependimento e à conversão tem sido uma das
atividades mais importantes e felizes da igreja. Sim, o adolescente tem do que
se arrepender. São milhões de pensamentos, de estímulos que ele recebe. Passou
pela idade da mentira, do engano e se sentiu mal de enganar o irmão, a mãe, o
amado pai. Sofreu abusos, abusou. Ficou irado, errou. É um ser humano que
merece toda a atenção e respeito.
Diante de tantas mudanças, questionamentos e lutas internas que passa na
fase da adolescência, pode-se dizer que é um herói ao passar para a fase
adulta. Muitos não têm a sorte de
encontrar quem os ame, se dedique a eles e lhes proporcione uma transição mais
suave. Nesse sentido, a igreja se propõe a ajudar, quando os próprios pais não
conseguem, se negam, se alojam em seu próprio mundo, deixando o adolescente ao
léu.
O líder de adolescentes pode estar certo que além dos galardões
celestiais, haverá a recompensa terrena de um adolescente que foi por ele
amado, ensinado, instruído.
Uma jovem, ao ser arguida por que deixou de ir às reuniões de
adolescentes, me respondeu: “agora estou no grupo de jovens”. Contei com ela:
13, 14, 15, 16, 17. Cinco anos que nunca mais voltarão e que ela não vivenciou
no grupo de adolescentes. Olhou-me atônita e disse: “É verdade”. Ganhei um
abraço sincero.
REFERÊNCIAS
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fenômeno contraditório. Revista de
Psicologia Catharsis. On-Line. São Paulo: Marigny &Kerber Editores
Ltda. v. 44, Julho/Agosto 2002.
CHAPMAN, G. As Cinco Linguagens do Amor dos Adolescentes. Tradução de Jarbas
Aragão. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.
CLARK, M. “Ficar”: Sim ou Não? São Paulo: Candeia, 1997.
CORALINA, C. Vintém de cobre: meias
confissões de Aninha. 9. ed.,
São Paulo: Global, 2007.
FREITAS,
J. W. de C. Adolescência, Escola
Dominical e Educação: perspectivas de um novo processo. São Bernardo do Campo,
2006. 196 p. Dissertação
(Mestrado em Ciências da Religião) – Universidade Metodista de São Paulo.
FONTANIN, K. A. O. O que é metodologia? Metodologia do Trabalho Acadêmico. Curitiba: SGEC, 2009.
GRUPO IBOPE. Conheça os tipos de pesquisa realizados
pelo Grupo IBOPE. Disponível em http://www.ibope.com.br/calandraWeb/BDarquivos/sobre_pesquisas/tipos_pesquisa.html
Acesso em 30 mai 2011.
PEREIRA, P. de S. B. Adolescência. Pastoral do Adolescente. Curitiba: SGEC, 2010, p. 16.
PRIOTTO, E. P. Dinâmicas
de Grupo para Adolescentes. Petrópolis: Vozes, 2008.
SILVA, A. C.; WEIDUSCHAT, I.;
TAFNER, J. Metodologia do Trabalho
Científico. 2ªed. Revista e Ampliada. Indaial: Ed.ASSELVI, 2007.
TIBA, I. 123 Respostas sobre Drogas. São Paulo: Scipione, 2003.
VERÍSSIMO, R. Desenvolvimento Psicossocial (Erik
Erikson). Porto: Faculdade de Medicina do Porto, 2002
WILKINSON, B. As 7 Leis do Aprendizado. Belo
Horizonte: Betânia, 1998.
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