A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO
RESUMO
A importância do conhecimento científico se reconhece no momento que este conhecimento se torna útil, tanto para o pesquisador como para quem irá usufruir dos resultados da pesquisa apresentada. Há qualidades no conhecimento científico que o caracterizam e que provam a sua importância real para a humanidade. Tal importância precisa ser assimilada e disseminada às próximas gerações.
Palavras chave: objetividade, clareza, confiabilidade.
1 INTRODUÇÃO
Conhecimento é uma palavra ampla no seu sentido, em seu significado empírico, usual e generalista. É casualmente adquirido ou assimilado pelo ser humano, através de fatos, concretos ou abstratos, ininterruptamente, sem levar em conta procedência, importância, veracidade e a sua real utilidade.
Todo ser humano, em geral, ávido por conhecer, acaba se lançando ou se expondo a toda sorte de meios de informação. E é no emaranhado de informações impressas, faladas, visuais, sensoriais, que o conhecimento científico se destaca, pela sua objetividade, seriedade, clareza, confiabilidade e senso real de utilidade.
2 QUALIDADES DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO
O conhecimento científico de determinado assunto, procura organizar e esclarecer a partir do saber empírico. Também amplia as descobertas já comprovadas, uma vez que todo conhecimento tem caráter ilimitado.
A seguir, vamos ver algumas qualidades do conhecimento científico, que servem de base para provar-se a sua importância para o enriquecimento do ser humano.
2.1 OBJETIVIDADE
A escolha de um tema, uma problemática ou até mesmo curiosidade dá início a uma pesquisa científica que irá gerar o então mencionado conhecimento científico. Para Van Dalen e Meyer (apud RUDIO, 2004, p. 16) “o trabalho de pesquisa não é de natureza mecânica, mas requer imaginação criadora e iniciativa individual”.
Ao contrário do que se pensa inicialmente, a pesquisa científica não é reservada para mentes privilegiadas, filósofos, pesquisadores e cientistas. É, sim, para todo aquele que queira conhecer de maneira sistematizada todo e qualquer assunto ou matéria, de que gênero for. Para Rudio (2004, p.16) “[...] talvez uma das maiores dificuldades, de quem se inicia na pesquisa científica, seja a de imaginar que basta um roteiro minucioso, detalhado, para seguir e logo a pesquisa estará realizada”.
O que realmente faz com que a pesquisa seja levada a termo é a persistência, dedicação e esforços contínuos do pesquisador, cujos objetivos bem traçados e seriedade, o levarão a ter uma experiência enriquecedora para si, para a ciência e para aqueles com quem puder compartilhar os seus resultados.
2.2 CLAREZA
A clareza se dá com o uso da metodologia ou sistemática adequada para cada caso ou tema escolhido. Serve para dirimir dúvidas quanto à veracidade dos dados coletados e resultados, enobrecendo a qualidade do novo conhecimento científico apresentado.
Os métodos mais comuns, utilizados em pesquisas, são os da observação, hipóteses, experimentação e coletas de dados. Contudo, fica por conta da criatividade do pesquisador, tanto a escolha como o desenvolvimento de novas metodologias.
Para Jacobini (2004, p.10):
[...] o caráter objetivo da pesquisa pode ser realizável à medida que as condições de prova de um experimento forem claramente estabelecidas de modo a permitir que outros pesquisadores possam chegar às mesmas conclusões sobre os fatos, se seguirem às especificações dadas para o teste de hipótese sobre aqueles fenômenos.
A escolha ou criação do método facilitará o desenrolar da pesquisa científica, trazendo conforto para o pesquisador e confiança no resultado apresentado à ciência e aos que queiram adquirir ou utilizar seus conhecimentos e conclusões.
2.3 CONFIABILIDADE
A objetividade da pesquisa, a clareza dos dados e resultados, gerarão confiabilidade. A confiabilidade, por sua vez, ampliará as possibilidades do saber.
Ao passar confiança nos resultados alcançados, novas expectativas de avanço científico irão se descortinar, pois o importante é alcançar o conhecimento em si, confiável, sério, claro e objetivo, como já mencionado nas seções anteriores.
2.4 UTILIDADE
O conhecimento científico deve ser útil para gerar mais conhecimento. Todos os grandes cientistas se utilizaram de fontes de conhecimento científicos já existentes para chegar às suas importantes descobertas para a humanidade.
A sensação de inutilidade do conhecimento científico, transmitida por métodos inadequados de ensino, através dos anos, em várias disciplinas, tem afastado e até anulado o interesse de muitos alunos pelo conhecimento científico.
Tomamos como exemplo, as equações ou gráficos matemáticos, que por si só não mostram a sua utilidade. Ensina-se somente como devem ser solucionados, através de fórmulas e métodos pré-estabelecidos e não facilmente explicáveis, sem nenhum estímulo ao raciocínio lógico e crítico.
3 CONCLUSÃO
O conhecimento científico, apresentado de forma sistemática, objetiva, clara e confiável, provando sua contribuição e utilidade na ampliação do saber, assinala intrinsecamente a sua importância para a humanidade.
Desta feita, cabe aos educadores, sejam estes pais ou mestres, assimilarem a importância do conhecimento científico e levarem para as gerações seguintes o estímulo ao pensamento reflexivo, à criatividade e à motivação por adquirir novo conhecimento.
Para Rogers (apud KERR) “ensinar é mais que transmitir conhecimento – é despertar a curiosidade, é instigar o desejo de ir além do conhecido. É desafiar a pessoa a confiar em si mesmo e dar um novo passo em busca de mais”.
Esforços pedagógicos têm sido apresentados, a fim de que se faça brotar no aluno o desejo de conhecer de maneira científica. Nesse sentido, recomenda-se um estudo dos métodos de ensino existentes e o senso de utilidade científica que deles decorrem.
4 REFERÊNCIAS
JACOBINI, Maria Letícia de Paiva. Metodologia do Trabalho Acadêmico. 2 ed. Campinas: Alínea, 2004.
KERR, Elisa. ArtEducando: Concepção de Karl Rogers sobre aprendizagem. Disponível em http://elisakerr.wordpress.com/concepcao-de-aprendizagem-de-carl-rogers/. Acesso em: 10 abr. 2008.
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao Projeto de Pesquisa Científica. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 2004.