sexta-feira, 12 de abril de 2013

O que gera os conflitos em mim?


“Tem um turbilhão de coisas acontecendo de diferente dentro de mim. Descubro algo novo todos os dias,tenho pouca paciência e muito sono. Amo dormir!!! Sou adolescente.
Aprendi que os hormônios estão a mil por hora trabalhando em mim. Às vezes gosto do que esses hormônios estão fazendo, mas a maioria das vezes vivo me perguntando como eu seria se fosse diferente, de outra cor, de outro formato, de outro peso... Isso tudo gera em mim desejos não atendidos. Fico frustrado, me entristeço com Deus, com minha família, afinal, “puxei” para os mais feios e tortos da família. Se não me importo mais com a aparência, passo a me importar com minha intelectualidade. Como sou burro, cara! Mesmo com notas altas, continuo burro. Se consigo vencer os obstáculos da minha “burrice”, seja isso verdade ou não, então há algo muito errado comigo porque as gatas não me olham, não me notam, ou pelo menos justamente aquela que eu quero que me olhe, não dá a mínima prá mim. Também sou rebelde, quero sentir e conhecer TODAS as sensações desse mundo. Eu sei como solucionar a questão da paz mundial. É simples... Sou incompreendido, minha família pega no meu pé toda hora sobre o que estou vestindo, meu cabelo (ah, meu cabelo!), sobre o jeito que eu falo... É exigência o tempo todo! O que é isso? Sou insaciável, insatisfeito ou imperfeito mesmo? Ninguém entende que só quero ser aceito? Que quero me inserir e ter amigos?”

O que está acontecendo é:

1.   O adolescente busca sua identidade. Não vai mais imitar os pais e fazer o que eles querem porque precisa se encontrar como indivíduo.
2.   Os pais precisam entender que o adolescente não é mais criança e não pode mais ser tratado como tal. Tem responsabilidades, deveres e deve ser respeitado.
3.   A adolescência é um momento difícil para o ser humano, que transita entre a infância e a fase adulta em pouquíssimos anos. Muito lhe é exigido e muito acontece na sua cabeça. O bombardeio tecnológico, as inúmeras possibilidades de estilo de vida, a decisão da sua crença espiritual também influenciam esse momento da vida.

Os conflitos que surgem mais fortemente nessa fase têm inúmeras origens, internas e externas. Podemos indicar centenas de situações de origem externa, que causam conflitos na vida dos adolescentes, contudo o maior desejo interno nada mais é do que “satisfazer-se”.

É intrigante dizer que esse conflito interno, a satisfação própria, perdura pela vida.

Vejamos em Eclesiastes 6:7: “Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e, contudo nunca se satisfaz o seu espírito.” Provérbios 27:20 diz: “Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem.” E tantos outros.

Esaú trocou o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Seu estômago falou mais alto. Sua autossatisfação precisava ser suprida em primeiro lugar! Ele não pensou duas vezes. A primogenitura era algo desejado. O primeiro filho levava o nome da família, ele tinha porção maior na herança, era o líder da família após a morte do pai. Leia em Gênesis 25:20-34.

Eva podia se satisfazer com todas as árvores do paraíso, exceto aquela, mas a desejou, ouviu as palavras persuasivas da serpente e não resistiu. Comeu e entregou a Adão, que se satisfez, sem perguntas. Ele tinha desculpas para dar, afinal a mulher que o Senhor havia lhe feito que lhe entregara a fruta.

Temos mil desculpas, sempre! O ideal é ir a fundo, na raiz do problema e tirar o mal pela raiz.

A busca pela satisfação própria traz consequências tristes para nós, como:
·         Satisfação temporária
·         Frustração
·         Desânimo
·         Vida sem sentido
·         Cansaço
·         Opressão (sensação que está sendo sufocado pelas exigências)

Quando deixamo-nos aprisionar e a busca pela satisfação própria se torna um hábito, é necessário passarmos pela cura da alma.

Jesus disse: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; (Mateus 5:6). A insatisfação deve gerar fome e sede espirituais. Jesus também disse: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei (Mateus 11:28). As tristes consequências que a insatisfação pessoal traz são aliviadas através de Jesus. Basta ter fé e entregar para Jesus. Ele já levou tudo isso na cruz por nós.
Pedro disse: Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (1 Pedro 5:7). Precisamos de alguém que nos compreenda, que cuide de nós. Quem melhor que o Mestre Jesus, nosso Salvador?

Vamos orar?

Jesus deixo aos teus pés toda a minha ansiedade, toda minha vida.
Peço perdão por desejar satisfação temporária nas baladas, nos desejos sexuais, nas conversas impuras, nos palavrões, nas brigas, no sentimento de ódio pelos meus pais, pelos meus irmãos, pelos meus amigos, pelos meus professores e líderes, por desejar usar piercing e outras formas de feitiçaria. Por sentir inveja, por sentir vontade de matar, de me suicidar, por sentir vontade de beber, de usar drogas, de comer mais do que preciso.
Peço que tire toda a frustração que sinto por não ter alcançado meus desejos, porque eu agora renuncio todo o desejo que não te agrada.
Peço que a minha vida faça sentido, porque vivo para te louvar e fazer a sua vontade.
Peço que tire de mim a sensação de cansaço, porque creio que já entreguei todos os meus problemas para ti e ganho um novo ânimo a partir de agora.
Também não admito mais opressão na minha vida, porque o Senhor é o dono da minha vida.
Perdoo meus pais, meus irmãos, meus parentes, meus amigos, professores e líderes por qualquer mal que tenham me feito e me declaro livre, me declaro livre, me declaro livre, em nome de Jesus!

Que a sua adolescência seja muito feliz, em Cristo Jesus, nosso Senhor!!!!

Para ouvir a voz de Deus...

Nessa manhã, o Senhor me deu uma nova visão de algo que eu já sabia, mas ainda não havia entrado em meu coração.
Josias foi rei em Israel aos 8 anos de idade (2 Crônicas 34 e 35). Ele fez tudo o que era certo aos olhos de Deus, destruindo a idolatria, reconstruindo o templo, lendo o livro da lei e celebrando uma Páscoa memorável para o povo. Contudo, aos 39 anos de idade, quis lutar com o rei do Egito. O rei do Egito, chamado Neco, pela boca de Deus, disse que não queria lutar com ele, mas ele insistiu, não "deu ouvidos às palavras de Neco" (2 Cron 35:22) e foi mortalmente ferido pelos flecheiros egípcios. O povo lamentou muito a sua morte por gerações.
Minha conclusão: enquanto Josias ouviu a voz de Deus, ele foi vitorioso. Até aí nenhuma novidade. Mas, ao fazer o que ele quis, ouvindo seu coração, onde mora a nossa vontade, morreu. Não foi algo pequeno, gente, ele morreu!!!
Ouço isso todos os dias: "o que diz o seu coração?", "siga o seu coração" e outros similares. Concluo então que seguir o coração é seguir o que Deus diz, pois se o meu coração estiver ligado no coração de Deus, seguirei o que está correto e que me dará VIDA e não morte. Se não fizer isso, só resta lamentar.
Como consigo essa ligação? Fazendo um devocional diário, com leitura da Palavra de Deus, meditação e tempo para oração e tempo (repito) para deixar Deus falar ao meu coração. Esse compromisso está na minha agenda diária. Está na sua também?

Senhor, me dê discernimento para ouvir a sua voz no meu coração, em nome Jesus. Amém!!!