quarta-feira, 30 de maio de 2012

OS EVANGELHOS SINÓTICOS


1  INTRODUÇÃO

Os Evangelhos apresentam a narrativa dos principais fatos da vida e das palavras de Jesus, indo do seu nascimento até a sua ascensão aos céus. Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas “apresentam grande semelhança na narração dos fatos” (MICHAELIS, 2009), por isso são chamados de sinóticos.

A palavra sinótico deriva do grego, “syn” (junto) e “οψις” (opsis = ver). Significa que as informações colhidas pelos escritores possam ter sido de uma mesma fonte.

Este trabalho pretende apresentar o estudo dos Evangelhos Sinóticos como paralelos e a questão da fonte da qual se derivaram.


2  AS SEMELHANÇAS NOS EVANGELHOS SINÓTICOS

Os Evangelhos Sinóticos foram escritos para apresentar a vida e o ministério de Jesus, de forma sintética, resumida, sem a pretensão de se criar uma bibliografia ou apresentação de sua personalidade. 

Por apresentarem particularidades, mesmo que as narrativas tenham seguido de certa forma numa mesma direção, esses evangelhos mostram que foram escritos para contextos diferentes e devem ser examinados de forma paralela. Teologicamente podemos dizer que os escritores tinham objetivos e grupos determinados para cada um dos conteúdos apresentados.

Braga (2010) explica melhor essa questão dizendo que,

“Podemos perceber que, o propósito de cada evangelho era determinado pelas peculiaridades e dificuldades de cada grupo a que se dirigia cada um deles. Os primeiros evangelhos podem ser dispostos em colunas paralelas para facilitar o estudo comparativo do material que cada livro contém; este tipo de apresentação é conhecida como “sinopse”, pois permite analisar o conteúdo dos Evangelhos como um conjunto, como um todo, por esta razão, os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são conhecidos como “sinóticos”, pois incluem relatos parecidos que podem ser estudados de forma paralela.” (BRAGA, 2010).

Assim sendo, é indubitavelmente comprovada a inspiração divina, já que o estudo paralelo é perfeitamente possível, mesmo que com finalidade diversificada.

Diversos estudiosos tentaram colocar os Evangelhos em ordem cronológica, mas por não se conseguir chegar às datas que foram escritos precisamente, decidiu-se por começar com Mateus, que foi apóstolo e certamente vivenciou grande parte do que relatou, seguido de Marcos e Lucas, que foram discípulos dos apóstolos.


3  FONTE DE ONDE SE DERIVARAM OS EVANGELHOS SINÓTICOS

Diante da semelhança de conteúdo e estilo, surgiram suposições relacionadas à fonte na qual os escritores teriam baseado o relato dos acontecimentos.

As suposições e teorias em torno desse tema deram origem ao “problema sinótico”. Uma das teorias diz que houve um documento “Q”, de quelle, que em alemão significa fonte. Os três evangelistas teriam usado essa fonte em comum.

Se passar-se a crer dessa forma, os textos serão reduzidos a belos trabalhos literários, negando-se sumariamente a sua inspiração divina, com propósitos definidos.

O site GotQuestions.org (2010) contra argumenta a teoria do documento “Q”:

“Há evidência para um documento “Q”? Não, não há. Nenhuma porção ou fragmento de um documento “Q” jamais foi encontrado. Nenhum dos fundadores da igreja primitiva jamais mencionou uma “fonte” para o Evangelho em seus manuscritos. “Q” é a invenção de “estudiosos” liberais que negam a inspiração da Bíblia. Eles acreditam que a Bíblia é apenas um trabalho literário, sujeita ao mesmo tipo de crítica que outros trabalhos literários. Novamente, devemos dizer, que não há qualquer evidência para o documento “Q” – biblicamente, teologicamente, ou historicamente.” (2010)

Existe a possibilidade, contudo, de um dos evangelhos ter sido escrito primeiro e os outros dois terem se baseado nas seqüências dos acontecimentos. Crê-se que Marcos foi o primeiro a ser escrito, mas não há provas desse fato. Trata-se de suposição na tentativa de se esclarecer a questão.

3  CONCLUSÃO


Alguns teólogos, que se apegam à teoria do documento “Q” e ensinam essa teoria como uma verdade e estão levando vários cristãos a crerem nisso. Prova disso é o número crescente de artigos na internet sobre o tema.

Para esses que procuram humanizar as coisas que são espirituais, pode-se deixar uma pergunta: “Deus não é capaz de inspirar e fazer com que três pessoas diferentes, com estilos e objetivos ainda que vários, escrevam obras que andem paralelamente no seu conteúdo?”

O apóstolo Paulo consegue descrever essa situação dizendo “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (BÍBLIA,  N.T. 1 Coríntios 2:14).

Certamente é aí que repousa a beleza de Deus, na sua sapiência e demonstração existencial do que é divino, muito além do entendimento humano. Ele não deixou claro para o cristão e leitor da Bíblia, se houve ou não uma fonte determinada.

Sendo esta mais uma questão que será revelada segundo a sua determinação e vontade, fica, portanto, para os estudiosos da Palavra de Deus a questão de se crer ou não na inspiração divina.


4  REFERÊNCIAS

BÍBLIA, Português. Bíblia Online. Tradução: Almeida Corrigida e Revisada Fiel. Disponível em http://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/2 Acesso em: 6 jun. 10

BRAGA, João Carlos Delgado. O que são Evangelhos Sinóticos? Disponível em http://www.atosdois.com.br/print2.php?codigo=1343 Acesso em: 6 jun. 10


GotQuestions.org. O que é problema sinótico? Disponível em http://www.gotquestions.org/portugues/problema-sinotico.html Acesso em: 6 jun. 10

sábado, 19 de maio de 2012

AS CARTAS CATÓLICAS


1  INTRODUÇÃO

As cartas católicas referem-se às epístolas que não foram escritas por Paulo e que foram destinadas a toda a igreja de um modo geral, ou seja, não foram destinadas a um grupo distinto, em especial.

Por católicas, entende-se que são universais, já que o termo “católico” significa “universal”.

Este trabalho visa mostrar quais são as cartas católicas e o que cada uma delas traz de contribuição para a vida do crente e da igreja.


2 AS CARTAS CATÓLICAS E SUA MENSAGEM

Tiago, Pedro, Judas e João são os escritores das cartas católicas ou universais. Essas epístolas por terem caráter universal, dirigidas à igreja e ao crente, são tão atuais como foram para a época em que foram escritas. O Instituto Superior Politécnico de Viseu, em artigo publicado na internet, expõe que “nem os autores, nem os destinatários, nem os temas tratados ou a sua forma literária justificam que estas cartas formem um conjunto. Agrupam-se pelo simples fato de não serem escritos paulinos” (2010).

Em Tiago, irmão do Senhor Jesus, tem-se vários conselhos para a vida moral, a prática da caridade, da justiça, da misericórdia, por meio da fé.

Pedro, em sua primeira carta, “fala da alegria do cristão e da unidade de todos os batizados em Jesus Cristo. Dirigida aos cristãos que sofrem por causa da fé, esta carta lembra a importância da cruz de Cristo e exorta a todos a uma vida de santidade.” (JESUS, 2010) Já em sua segunda carta, Pedro, rejeita as falsas doutrinas pregadas por falsos mestres, exortando à fidelidade e ao amor a Deus.

João escreveu três cartas, sendo que a primeira foi universal e as outras duas foram dirigidas a uma comunidade e a última a uma pessoa. A sua primeira carta fala que cristão deve fugir do pecado e se comportar como filho da luz. A segunda carta foi dirigida a uma comunidade na Ásia e a terceira foi dirigida a Gaio, por isso não são consideradas católicas. Há quem as classifique como “Cartas Joaninas”(2010), para evitar essa discussão.

A carta de Judas “[...] põe os cristãos em alerta perante falsas doutrinas e falsos mestres.” (JESUS, 2010).


3  CONCLUSÃO

Conclui-se que as cartas ou epístolas reunidas no Novo Testamento, com exceção das Paulinas e de 2 e 3 Pedro são epístolas dirigidas à igreja e aos crentes em Cristo Jesus, como um todo.

A sua importância é atualíssima, pois tratam de assuntos cotidianos do passado e do presente, tanto da igreja como do cristão, obra certa e maravilhosa do Espírito Santo de Deus, que já visava o crescimento da igreja de Deus e do cristão em todos os tempos da humanidade.


4  REFERÊNCIAS

JESUS, C. A BÍBLIA – PARTE II. Disponível em http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_bibliacom1.htm Acesso em 11 ago. 10

Epístolas Católicas. Instituto Superior Politécnico de Viseu. Disponível em http://www.ipv.pt/capl_epist.htm Acesso em 11 ago. 10









quarta-feira, 2 de maio de 2012

PAULO: O EDUCADOR DOS GENTIOS


1 INTRODUÇÃO

Paulo, homem culto e religioso, encontra-se com Jesus na estrada de Damasco e converte-se ao cristianismo. De perseguidor da igreja de Cristo, passa a ser perseguido, por abraçar o seu chamado: levar o evangelho do Senhor Jesus para os gentios.

2 O EDUCADOR

O educador é uma “pessoa que exerce influência duradoura sobre o desenvolvimento cognitivo afetivo e psicomotor de outra, ou a ajuda em seu processo global de desenvolvimento” (CARNEIRO, p.5).

Nesse sentido, o apóstolo Paulo foi um educador ativo e tenaz. Segundo o que se descreve no livro de Atos dos Apóstolos, Paulo plantou igrejas em praticamente todos os lugares por onde esteve influenciando pessoas e treinando-as para assumirem papeis diversos na obra de Deus. Ele, por ser culto, falar outras línguas e conhecer outras culturas, não teve reservas em pregar aos gentios o que o Espírito Santo lhe revelava, embora tenha enfrentado não pouca oposição por parte dos apóstolos, até que Pedro teve uma visão e o Senhor lhe revelou que aos gentios também era chegada a salvação.
“Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.” (BÍBLIA, N.T. Atos 11:17-18).

Durante várias de suas prisões, Paulo aproveitava para escrever àqueles para quem antes pregara o evangelho e passava a ensinar os princípios de Deus, perpetuando-os com tinta e papel. Em uma de suas prisões ele escreveu: “Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios...” (BÍBLIA, N.T. Efésios 3:1).

Ele usava coisas simples para ensinar, como o atleta que almeja a vitória, a comparação do casamento com o relacionamento entre Cristo e sua igreja e outros exemplos, com o objetivo de desenvolver os assuntos que desejava transmitir.

 3 CONCLUSÃO

O educador, a exemplo de Paulo, deve ser incansável, ávido por aprender e transferir o conhecimento adquirido, nunca se esquecendo de abastecer os seus educandos com as ferramentas necessárias para se tornarem mestres como seu mestre. Nesse sentido, ele escreveu, sem reservas, “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” (BÍBLIA, N.T. 1 Coríntios 11:1)

Conclui-se que o apóstolo Paulo é modelo de educador, uma vez que a situação em que se encontrava, seja livre ou em cadeias, não era empecilho para falar da Palavra de Deus de forma didática e compreensível.

4 REFERÊNCIAS

Bíblia Online. Versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel. Disponível em http://www.bibliaonline.com.br/  Acesso em 1 abr. 11.

CARNEIRO, R.M. Educação Cristã. Indaial: Grupo Uniasselvi, 2010. p. 5.