sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Domínio Próprio

Fonte: http://fcassab.blogspot.com.br/2007/05/arrancando-os-cabelos.html

O domínio próprio ou temperança, em algumas versões da Bíblia, segundo o Dicionário Michaelis é o poder ou virtude pela qual o homem pode refrear os apetites desordenados.

Também, segundo o mesmo dicionário:

Autocontrole: controle de si mesmo, domínio dos seus próprios impulsos, emoções e paixões.
Autodisciplina: correção e regulação do modo de vida, de trabalho ou normas de moral que alguém impõe a si mesmo, ou aceita de outra pessoa.

O domínio próprio é necessário porque a nossa carne é assim: 

Na nossa carne não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em cada um de nós; não, porém, o efetuá-lo, “porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7.18-19)

Penso que todo o mal que nos aflige vem de palavras, pensamentos e atos que nos subjugam. Tudo, contudo, vai começar na mente. Jesus disse sobre o adultério:

Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Mateus 5:28

O coração é a porta dos nossos pensamentos e emoções, assim, precisamos saber dominar essa porta. Deixar entrar os pensamentos e emoções que darão frutos bons. Paulo nos adverte em Filipenses 4:8:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

O mais importante dentro dos nossos pensamentos e que traz a maioria dos problemas para nós são as emoções.

Em Salmos 4:4, o salmista diz:

Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama, e calai-vos

Aqui o Salmista nos ensina a dominar nossas emoções. Na quietude da noite, pensar, meditar antes de qualquer ato ou palavra impensada. Algumas pessoas, principalmente as pessoas que amamos dentro de nossas próprias casas, vão nos impedir de chegar até o travesseiro, nos instigando a resolver a questão e nos forçando a tomar uma atitude ou despejar palavras, que mais tarde poderão gerar arrependimento ou até graves complicações de relacionamento, mágoas, tristezas e muitas dores. O domínio próprio é o que temos que colocar em ação nessa hora.

Vão aqui algumas sugestões para se ter domínio próprio podemos:

   1.    Trancar a boca: Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo. Tiago 3:2

    Um bom exemplo está nessa parábola popular, tirada do link http://www.sitedopastor.com.br/o-melhor-prato-do-mundo/
O MELHOR PRATO DO MUNDO
Há muitos século havia um rico mercador grego que tinha um escravo chamado Esopo, do qual se diz que era corcunda e feio, mas de uma grande sabedoria. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou: "Toma, Esopo, pegue estas moedas, vá ao mercado e compra lá o que houver de melhor para um banquete. Hoje eu quero comer a melhor comida do mundo!". 
Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso: "Ah!! Língua? Eu adoro língua. Nada como a boa língua que somente os gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?".


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/lingua-de-boi/

O escravo explicou sua escolha: "O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores, a filosofia dos nos filósofos. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se ora, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos “mãe”, “querida” e “Deus”. Com a língua dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo”! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?"
O mercador levantou-se entusiasmado, dizendo, “Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor”.
Uma semana depois, o patrão chamou Esopo, deu-lhes moedas novamente e disse:  "Vai de novo ao mercado e traz o que há de pior para se comer, mas, desta vez eu quero provar o que há de pior para comer. Seja lá o que for, insetos, ervas amargas… qualquer coisa." 
Algum tempo depois, Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: “Hum… o que há de melhor eu já sei, vejamos agora o que você achou de pior no nosso mercado”.
O mercador descobriu o prato e ficou indignado. “O quê?! Língua? Língua outra vez? Não disseste que a língua era o que havia de melhor, Esopo? Que brincadeira é essa?”.
Fonte: http://suasreceitaschefcrisleite.blogspot.com.br/

Esopo, sabiamente, respondeu:  "A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos “morre”, “canalha” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Sim, senhor, completou Esopo, a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!

A língua é um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos o Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tiago 3).

2.  Não aceitar a afronta: Romanos 6:14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.
Precisamos tomar a decisão de abandonar o pecado, decidir “não vou mais pecar”. Vamos vestir a armadura de Deus e lutar bravamente contra o pecado. O pecado não tem tamanho para Deus, nem para nós. Vamos ver outra ilustração do mesmo site, http://www.sitedopastor.com.br/o-biscoito-do-arrependimento/

O BISCOITO DO ARREPENDIMENTO

Conta-se de um evangelista que se deparou com um sujeito que veementemente negava ser um pecador. Ele escapulia de todas as tentativas do homem de Deus de convencê-lo de seus erros: "Eu sou um bom pai, um bom marido, um bom vizinho, um bom cidadão. Sou honesto e trabalhador. Cumpro minhas obrigações. Não tenho do que me arrepender!" 
Em dado momento da conversa, o Espírito Santo sussurou no ouvido do evangelista: ”Pergunte para ele sobre o biscoito”. Assustado, em pensamento, o crente questionou o Espírito Santo: ”Biscoito? Que é isso meu Senhor?” E a voz do Espírito repetiu-se: ”Obedeça-me. Pergunte-lhe sobre o biscoito”.

– Então, você não tem mesmo nenhum pecado?

– Não, sou um homem correto. Não tenho do que me arrepender!

– Bem, Deus manda-me fazer-lhe uma perguntar esquisita, eu não sei o que é, mas creio que você deve saber. O Espírito Santo de Deus pergunta: “E o biscoito?”

Uma facada no estômago não teria lhe causado dor maior. O homem se contraiu todo, lágrimas abundantes correram por seu rosto e ele começou a soluçar:

– Bis-coito, que bis-coito?

E o evangelista repetiu a pergunta. E o homem levou outro choque, ainda maior. E soluçava mais ainda: "Que bis-coi-to? Que bis-coi-to?"
Fonte: http://epuroevidro.com.br/author/admin/page/42

Depois que conseguiu se acalmar, contou para o evangelista que quando ele era criança sua família era muito pobre e sua mãe mantinha os biscoitos à chave, pois a provisão devia durar um mês inteiro. Mas ele sabia onde a mãe escondia a chave e a pegava escondido, comia os biscoito e tornava a colocá-la no lugar. Um dia, desconfiada, sua mãe reuniu os filhos e “apertou-os”, tentando descobrir o que estava acontecendo. Seus irmãos juraram para ela, às lagrimas, que não tinham nada a ver com isso. E ele não só negava ter sido o autor do roubo como ainda acusava seus irmãos e os xingava de falsos e fingidos. Anos depois, sua mãe veio a falecer e ele nunca teve coragem de confessar o seu pecado. Até aquele dia.

Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós – I João 1.10

3.    Cuidar do seu coração: Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Mateus 6:21
É no coração que entram os pensamentos. Vamos repetir o verso e se possível decorar para não sair do nosso coração:

Filipenses 4:8: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Fonte: http://elisapereiralacerda.blogspot.com.br/2012/03/no-que-devemos-pensar.html

Há muitos anos atrás, li um artigo em uma revista cristã, que contava a história de um casal que havia se separado porque a esposa pôs na cabeça que o marida a traia com a melhor amiga. Ela tanto insistiu no assunto, que o marido resolveu trai-la de verdade. Nessa história real, o marido, arrependido, escrevia uma carta à esposa, pedindo perdão, pois era ela quem ele realmente amava. O maligno trabalhou na mente da esposa e por fim nas mentes do marido e da melhor amiga para destruição do casamento. Infelizmente, não sei como a situação terminou. Somente o perdão pode ter dado um final feliz a essa situação.

4.     Deixar Deus controlar sua vida: Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. Filipenses 2:13
Quando Deus está no comando, aí sim, tudo fica bem!!! Queremos ter uma vida de paz, vamos deixar o Espírito Santo nos controlar segundo a boa vontade de Deus em nós.


Fonte: http://www.folhadosudoeste.jor.br/deus-esta-no-controle-de-tudo/


O fruto do Espírito é como um fruto simples: a semente (fé), o endocarpo, que envolve a semente (longanimidade, benignidade, bondade e mansidão), a polpa ou mesocarpo (amor, gozo, paz) e o epicarpo, a parte externa do fruto, fibrosa (domínio próprio ou temperança).


Fonte: http://www.infoescola.com/plantas/fruto/ [alterado]


O fruto do Espírito é o abraço de Deus em nós, a nos proteger para que a semente esteja bem guardada e dê fruto a seu tempo.



Fonte: http://novotempo.com/audios/palavra-viva-010-mateus-1422/


Em Provérbios 25:28, lemos:

Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se.


O domínio próprio é o “muro” a nos proteger para que a semente esteja bem guardada e dê fruto a seu tempo.


Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wall_around_Florence.jpg


Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. João 15:16


Somente pela ação do Espírito Santo em nossa vida teremos êxito. Somente o Espírito Santo pode nos proporcionar o “fruto do Espírito” em nós.

Vamos buscar o “fruto do Espírito”, desenvolvendo e exercitando a nossa fé, semente esta revestida pelo abraço protetor de Deus, que nos protege e nos guarda das ciladas do maligno sobre nós.

Em Cristo Jesus somos mais que vencedores!


Deus te abençoe.

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