Domínio Próprio
Fonte: http://fcassab.blogspot.com.br/2007/05/arrancando-os-cabelos.html
O domínio próprio ou temperança, em
algumas versões da Bíblia, segundo o Dicionário Michaelis é o poder ou
virtude pela qual o homem pode refrear os apetites desordenados.
Também, segundo o mesmo
dicionário:
Autocontrole:
controle de si mesmo, domínio dos seus próprios
impulsos, emoções e paixões.
Autodisciplina: correção e regulação do modo de vida, de trabalho ou
normas de moral que alguém impõe a si mesmo, ou aceita de outra pessoa.
O domínio próprio é
necessário porque a nossa carne é assim:
Na nossa carne não habita bem
nenhum, pois o querer o bem está em cada um de nós; não, porém, o efetuá-lo,
“porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7.18-19)
Penso que todo o mal que nos
aflige vem de palavras, pensamentos e atos que nos subjugam. Tudo, contudo, vai
começar na mente. Jesus disse sobre o adultério:
Eu, porém, vos digo, que
qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu
adultério com ela. Mateus 5:28
O
coração é a porta dos nossos pensamentos e emoções, assim, precisamos saber
dominar essa porta. Deixar entrar os pensamentos e emoções que darão frutos
bons. Paulo nos adverte em Filipenses
4:8:
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é
honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que
é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
O
mais importante dentro dos nossos pensamentos e que traz a maioria dos
problemas para nós são as emoções.
Em Salmos 4:4, o salmista diz:
Perturbai-vos e não pequeis;
falai com o vosso coração sobre a vossa cama, e calai-vos.
Aqui o Salmista nos ensina a
dominar nossas emoções. Na quietude da noite, pensar, meditar antes de qualquer ato
ou palavra impensada. Algumas pessoas, principalmente as pessoas que amamos
dentro de nossas próprias casas, vão nos impedir de chegar até o travesseiro,
nos instigando a resolver a questão e nos forçando a tomar uma atitude ou
despejar palavras, que mais tarde poderão gerar arrependimento ou até graves
complicações de relacionamento, mágoas, tristezas e muitas dores. O domínio
próprio é o que temos que colocar em ação nessa hora.
Vão aqui algumas sugestões para se ter domínio próprio
podemos:
1. Trancar
a boca: Porque todos tropeçamos em muitas
coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para
também refrear todo o corpo. Tiago 3:2
Um
bom exemplo está nessa parábola popular, tirada do link http://www.sitedopastor.com.br/o-melhor-prato-do-mundo/
O MELHOR PRATO DO MUNDO
Há muitos século havia um rico mercador
grego que tinha um escravo chamado Esopo, do qual se diz que era corcunda e
feio, mas de uma grande sabedoria. Certa
vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou: "Toma,
Esopo, pegue estas moedas, vá ao mercado e compra lá o que houver de melhor
para um banquete. Hoje eu quero comer a melhor comida do mundo!".
Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e
colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou
o paninho e ficou surpreso: "Ah!! Língua? Eu
adoro língua. Nada como a boa língua que somente os gregos sabem tão bem
preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do
mundo?".
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/lingua-de-boi/
O escravo explicou
sua escolha: "O que há de
melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos.
Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o
órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades,
graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da
ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eterno os versos dos
grandes poetas, as ideias dos grandes escritores, a filosofia dos nos
filósofos. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se ora, se explica,
se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos
“mãe”, “querida” e “Deus”. Com a língua dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu
te amo”! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?"
O mercador
levantou-se entusiasmado, dizendo, “Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste
o que há de melhor”.
Uma semana depois,
o patrão chamou Esopo, deu-lhes moedas novamente e disse: "Vai de novo ao
mercado e traz o que há de pior para se comer, mas, desta vez eu quero
provar o que há de pior para comer. Seja lá o que for, insetos, ervas amargas…
qualquer coisa."
Algum tempo depois, Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto
por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: “Hum… o que há de melhor
eu já sei, vejamos agora o que você achou de pior no nosso mercado”.
O mercador descobriu
o prato e ficou indignado. “O quê?! Língua? Língua outra vez? Não disseste que
a língua era o que havia de melhor, Esopo? Que brincadeira é essa?”.
Esopo, sabiamente, respondeu: "A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos “morre”, “canalha” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Sim, senhor, completou Esopo, a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!
Fonte: http://suasreceitaschefcrisleite.blogspot.com.br/
Esopo, sabiamente, respondeu: "A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos “morre”, “canalha” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Sim, senhor, completou Esopo, a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!
A língua é
um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos o
Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus
(Tiago 3).
2. Não
aceitar a afronta: Romanos 6:14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais
debaixo da lei, mas debaixo da graça.
Precisamos tomar a decisão de abandonar o
pecado, decidir “não vou mais pecar”. Vamos vestir a armadura de Deus e lutar
bravamente contra o pecado. O pecado não tem tamanho para Deus, nem para nós.
Vamos ver outra ilustração do mesmo site, http://www.sitedopastor.com.br/o-biscoito-do-arrependimento/
O BISCOITO DO ARREPENDIMENTO
Conta-se de um evangelista que se deparou com um sujeito que
veementemente negava ser um pecador. Ele escapulia de todas as tentativas do homem de Deus de convencê-lo de
seus erros: "Eu sou um bom pai, um bom
marido, um bom vizinho, um bom cidadão. Sou honesto e trabalhador. Cumpro
minhas obrigações. Não tenho do que me arrepender!"
Em dado momento da conversa, o Espírito Santo sussurou no ouvido do
evangelista: ”Pergunte para ele sobre o biscoito”. Assustado, em pensamento, o crente questionou o Espírito Santo: ”Biscoito? Que é isso meu Senhor?” E a voz do Espírito repetiu-se: ”Obedeça-me.
Pergunte-lhe sobre o biscoito”.
– Então, você não tem mesmo nenhum pecado?
– Não, sou um homem correto. Não tenho do que me arrepender!
– Bem, Deus manda-me fazer-lhe uma perguntar esquisita, eu não sei o que
é, mas creio que você deve saber. O Espírito Santo de Deus pergunta: “E o biscoito?”
Uma facada no estômago não teria lhe causado dor maior. O homem se
contraiu todo, lágrimas abundantes correram por seu rosto e ele começou a
soluçar:
– Bis-coito, que bis-coito?
E o evangelista repetiu a pergunta. E o homem levou outro choque, ainda
maior. E soluçava mais ainda: "Que bis-coi-to? Que bis-coi-to?"
Depois que conseguiu se acalmar, contou para o evangelista que quando
ele era criança sua família era muito pobre e sua mãe mantinha os biscoitos à
chave, pois a provisão devia durar um mês inteiro. Mas ele sabia onde a mãe
escondia a chave e a pegava escondido, comia os biscoito e tornava a colocá-la
no lugar. Um
dia, desconfiada, sua mãe reuniu os filhos e “apertou-os”, tentando descobrir o
que estava acontecendo. Seus irmãos juraram para ela, às lagrimas, que não
tinham nada a ver com isso. E ele não só negava ter sido o autor do roubo como
ainda acusava seus irmãos e os xingava de falsos e fingidos. Anos depois, sua mãe veio a falecer e
ele nunca teve coragem de confessar o seu pecado. Até aquele dia.
Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não
está em nós – I João 1.10
3. Cuidar do seu coração: Porque onde
estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Mateus
6:21
É no coração que entram os pensamentos. Vamos repetir o
verso e se possível decorar para não sair do nosso coração:
Filipenses 4:8: Quanto
ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é
justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há
alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
Há muitos anos atrás, li um artigo em uma revista cristã, que
contava a história de um casal que havia se separado porque a esposa pôs na
cabeça que o marida a traia com a melhor amiga. Ela tanto insistiu no assunto,
que o marido resolveu trai-la de verdade. Nessa história real, o marido,
arrependido, escrevia uma carta à esposa, pedindo perdão, pois era ela quem ele
realmente amava. O maligno trabalhou na mente da esposa e por fim nas mentes do
marido e da melhor amiga para destruição do casamento. Infelizmente, não sei
como a situação terminou. Somente o perdão pode ter dado um final feliz a essa
situação.
4.
Deixar Deus controlar sua vida: Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o
efetuar, segundo a sua boa vontade. Filipenses
2:13
Quando Deus está no comando, aí sim, tudo fica bem!!!
Queremos ter uma vida de paz, vamos deixar o Espírito Santo nos controlar
segundo a boa vontade de Deus em nós.
Fonte: http://www.folhadosudoeste.jor.br/deus-esta-no-controle-de-tudo/
O fruto do Espírito é como
um fruto simples: a semente (fé), o endocarpo, que envolve a semente (longanimidade,
benignidade, bondade e mansidão), a polpa ou mesocarpo (amor, gozo, paz) e o
epicarpo, a parte externa do fruto, fibrosa (domínio próprio ou temperança).
Fonte: http://www.infoescola.com/plantas/fruto/ [alterado]
O fruto do Espírito é o
abraço de Deus em nós, a nos proteger para que a semente esteja bem guardada e
dê fruto a seu tempo.
Fonte: http://novotempo.com/audios/palavra-viva-010-mateus-1422/
Em Provérbios 25:28, lemos:
Como a cidade
com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se.
O domínio próprio é o “muro” a nos proteger para que a
semente esteja bem guardada e dê fruto a seu tempo.
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wall_around_Florence.jpg
Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos
escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto
permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo
conceda. João 15:16
Somente pela ação do
Espírito Santo em nossa vida teremos êxito. Somente o Espírito Santo pode nos
proporcionar o “fruto do Espírito” em nós.
Vamos buscar o “fruto do
Espírito”, desenvolvendo e exercitando a nossa fé, semente esta revestida pelo
abraço protetor de Deus, que nos protege e nos guarda das ciladas do maligno
sobre nós.
Em Cristo Jesus somos mais
que vencedores!
Deus te abençoe.







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